Arroz: branco, parboilizado ou integral, e o que é "tipo 1"
O arroz brasileiro do dia a dia é quase todo agulhinha (grão longo e fino, da subespécie índica) — o que muda é o processamento.
Branco, parboilizado, integral
- Branco (polido): o grão sem casca e sem farelo. Cozimento rápido, grão soltinho, sabor neutro. É o mais comum.
- Parboilizado: o grão passa por vapor e pressão antes do descascamento, o que empurra parte das vitaminas para dentro. Fica mais amarelado, não empapa e “não gruda”, mas leva mais tempo para cozinhar.
- Integral: mantém o farelo. Mais fibra, sabor mais pronunciado, cozimento bem mais longo e textura firme. Estraga mais rápido depois de aberto (o farelo tem óleo, que rança).
Há ainda os especiais: cateto/japonês (grão curto, mais amido, “pega ponto” em risoto e sushi), arbóreo (risoto), negro e vermelho.
O que o “tipo” garante
O tipo 1 e o tipo 2 são classificações oficiais pela quantidade de defeitos (grãos quebrados, manchados, gessados). Tipo 1 tem menos defeitos — grãos mais inteiros e uniformes. Não é “mais nutritivo”, é mais bonito e rende um pouco melhor.
Como escolher
- Pela embalagem transparente: grãos inteiros e uniformes, com poucos quebrados e pouco pó no fundo.
- Sem pontos escuros de mofo e sem cheiro estranho ao abrir.
- Confira a data de validade — arroz velho cozinha pior e resseca.
Guardar em casa
- Em pote bem fechado, em lugar fresco e seco, longe do fogão.
- Contra o caruncho (o besourinho): uma ou duas folhas de louro no pote ajudam a espantar; se aparecer, o arroz ainda pode ser peneirado e usado, mas guarde o restante no congelador por alguns dias para interromper o ciclo.
Preço
Compare por quilo. Parboilizado e integral costumam custar um pouco mais que o branco tipo 1; os especiais (arbóreo, cateto, negro) são bem mais caros.
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